domingo, 4 de novembro de 2012
Vazio
Sabe-se que vazio é quando não se há nada dentro de um limite.
Mas e quando esse limite atravessa as barreiras do imaginário...
Mesmo assim, quando este não está preenchido, ainda é vazio.
E quando esse limite é dividido com outros tantos limites, mas é algo que se destaca?
Continua sendo um vazio.
Um vazio local, mas que é um vazio.
E se esse limite é maior que os outros, pode ser considerado um vazio essencial. Ou seja... falta a essência.
Essência essa que é primordial para um novo amanhecer.
Para um bom resultado.
Para sentir satisfação.
E o que antes trazia satisfação em acordar, em respirar, em cada instante, agora já não é mais que lembrança.
Lembrança essa que teima em surgir quando menos se espera, ou de não sumir quando se quer (ou o contrário).
Há dúvidas todos os dias.
Há inquietações todos os dias.
Há estranheza todos os dias.
Mas há certezas que superam cada um desses sentimentos, e elas estão vivas a todo momento.
Há saudades em todos os instantes.
Há dor... mas essa só existe porque realmente valeu a pena, e o vento que bate nas parede do vazio ecoam e fazem lembrar de tudo isso.
Tudo que não deveria ter um dia sido interrompido...
Porém, foi.
Mas nada impede que reinicie.
Basta-se querer.
E todo o vazio talvez se complete novamente, e se expanda, e alcance limites ainda mais inimagináveis...
Basta-se querer.
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